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DEPOIMENTOS – ASSPROM https://assprom.agenciacolors.tech Associação Profissionalizante do Menor Mon, 22 Aug 2022 12:34:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://assprom.agenciacolors.tech/wp-content/uploads/2022/08/cropped-logod-32x32.png DEPOIMENTOS – ASSPROM https://assprom.agenciacolors.tech 32 32 Jornalista, Thiago Rogeh, conta sua trajetória na Assprom e como conseguiu apresentar o Jornal Nacional, em 2019 https://assprom.agenciacolors.tech/jornalista-thiago-rogeh-conta-sua-trajetoria-na-assprom-e-como-conseguiu-apresentar-o-jornal-nacional-em-2019/ https://assprom.agenciacolors.tech/jornalista-thiago-rogeh-conta-sua-trajetoria-na-assprom-e-como-conseguiu-apresentar-o-jornal-nacional-em-2019/#respond Mon, 22 Aug 2022 12:34:18 +0000 https://assprom.agenciacolors.tech/?p=1215 Jornalista, Thiago Rogeh (FOTO), 32 anos, apresentador do Jornal Anhanguera 1ª edição, em Tocantins, conta sua trajetória de sucesso no Jornalismo

JORNAL DA ASSPROM: Como foi sua experiência na Assprom?

Thiago Rogeh: Trabalhar na Assprom era a chance de ajudar em casa. Foi um momento de começar a ter mais independência. Ser adolescente trabalhador foi uma grande oportunidade, pois a Associação nos dá qualificação e capacitação profissional, além da chance de desenvolvimento pessoal e de mostrar o nosso trabalho. Os jovens que sabem aproveitar as oportunidades fazendo os cursos e absorvendo o máximo de conhecimentos certamente conseguem se sobressair no mercado de trabalho.

JORNAL DA ASSPROM: E no Sesi?

Thiago Rogeh: Atuei no SESI, entre 2003 e 2005, em um setor chamado Voluntários Gerais. Lá, fazia relatórios e prestação de contas. Era responsável também pela organização dos materiais dos cursos que o setor ministrava. E antes mesmo de cursar Jornalismo fazia o clipping das notícias que saiam no jornal sobre voluntariado e responsabilidade social. Foi muito bom trabalhar lá.

JORNAL DA ASSPROM: Podemos dizer então que o gosto pelo Jornalismo surgiu daí?

Thiago Rogeh: Eu sempre gostei de jornal e de televisão. Desde pequeno minha diversão era assistir TV e ler bastante. A escolha pelo Jornalismo foi natural. Na primeira semana de curso já tinha certeza de que fiz a escolha certa. A minha experiência no Sesi, só reforçou ainda mais a minha certeza.

JORNAL DA ASSPROM: Após a Assprom, como foi sua trajetória profissional?

Thiago Rogeh: Antes de sair da Assprom já havia passado no vestibular. A missão era conseguir pagar a faculdade. Mas, consegui a bolsa pelo Prouni. Durante a graduação trabalhei em várias empresas e me dediquei aos estágios na área e fui contratado em uma delas, assim que formei. Fiz pós-graduação, trabalhei em agência de comunicação e fui buscando a oportunidade de ir para o telejornalismo que era o meu objetivo.

JORNAL DA ASSPROM: E quando conseguiu ingressar nos telejornais?

Thiago Rogeh: Tive uma proposta para ser repórter no interior de São Paulo em Araras. Aceitei e comecei a construir minha carreira. Logo depois, surgiu o convite para trabalhar, no Acre, em uma afiliada da Rede Globo. Em 2012, tornei apresentador do Bom Dia Amazônia que é a versão do Bom Dia Minas. Em 2017, fui promovido a editor-chefe e apresentador do jornal do Acre 1ª edição. Nesse meio tempo, dei aula como professor de universidade, entrei no mestrado e, em 2019, fui convidado a ser editor-chefe e apresentador na TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo, no Tocantins.

JORNAL DA ASSPROM: Em 2019, você recebeu o convite para apresentar o Jornal Nacional. O que isso representou para você?

Thiago Rogeh: Ser convidado para apresentar o Jornal Nacional foi algo surreal e pouquíssimos jornalistas conseguem conquistar isso. Estar naquela bancada foi a realização de um sonho. Uma forma de perceber que todo o meu esforço foi recompensado.

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Elmir da Silva Lacerda, ex-adolescente trabalhador, fala da sua trajetória na Assprom https://assprom.agenciacolors.tech/elmir-da-silva-lacerda-ex-adolescente-trabalhador-fala-da-sua-trajetoria-na-assprom/ https://assprom.agenciacolors.tech/elmir-da-silva-lacerda-ex-adolescente-trabalhador-fala-da-sua-trajetoria-na-assprom/#respond Mon, 22 Aug 2022 12:32:38 +0000 https://assprom.agenciacolors.tech/?p=1212 Em entrevista ao Jornal da Assprom, Elmir da Silva Lacerda, 57 anos, conta, com emoção, sua trajetória na Assprom e até se aposentar na carreira de Policial Civil, em 2010. Confira!

JORNAL DA ASSPROM: Quando ingressou na Assprom, o senhor atuou na Imprensa Oficial e em outros órgãos públicos, incluindo a Secretaria de Estado da Segurança Pública. Como foi essa experiência?

Elmir Lacerda: A experiência de ter prestado serviços junto à Imprensa Oficial e à Secretaria de Estado da Segurança Pública, foi ímpar. Na Imprensa Oficial tive a oportunidade de conhecer como acontecia a impressão do Diário Oficial e o trabalho dos gráficos. Já atuar na Secretaria de Segurança Pública/Polícia Civil de Minas Gerais foi fator decisivo para trilhar o caminho profissional. O gosto pela profissão de policial tomou conta do meu coração. Oportunidade que em 1986, após ter saído da Assprom, prestei concurso para Detetive e fui nomeado pelo então Governador Hélio Garcia. Após ter sido promovido, alcancei o grau final da carreira como Investigador de Polícia Classe Especial e aposentado, em 2010.

JORNAL DA ASSPROM: O senhor acha que o fato de ter sido adolescente trabalhador na Secretaria de Segurança Pública aguçou a sua vontade pelo concurso para a Polícia Civil?

Elmir Lacerda: Aguçou a vontade de ser Policial Civil, quando, ainda garoto, fui trabalhar no ambiente policial. Convivi intensamente com Policiais Civis. Pessoas hoje, aposentadas, idosas e que ainda são meus amigos. Em 1978, ser Policial era uma grande oportunidade. Época em que a Polícia Civil elucidava grandes crimes, que abalaram a sociedade mineira. Vendo aquilo e assistindo de perto o desenrolar das investigações aguçou ainda mais meu interesse em ser um Policial Civil.

JORNAL DA ASSPROM: E porque optou pelo curso de Direito?

Elmir Lacerda: Prestando serviços na Polícia Civil, como Investigador de Polícia, convivendo com a área do Direito, não restou outra alternativa senão ingressar no Curso de Direito, em 1989. Após ter formado em Direito, aguardei a oportunidade de aposentar-me, para ingressar na carreira da Advocacia. Onde hoje atuo, na área criminal.

JORNAL DA ASSPROM: E como é o seu trabalho, atualmente, na área criminal?

Elmir Lacerda: Após ter aposentado, resolvi dedicar à Advocacia para pessoas carentes. Atuo na área criminal, na qualidade de Defensor Dativo, nas Comarcas que não contam com Defensoria Pública; também nas Comarcas que contam com Defensoria Pública e que possuem um grande número de processos. Após nomeado pelo Magistrado, atuo com zelo e profissionalismo, procurando desenvolver o melhor trabalho que a mim é confiado. A Advocacia e a atividade Policial são como sacerdócios.

JORNAL DA ASSPROM: E sua rotina de trabalho é cansativa?

Elmir Lacerda: Hoje, com a pandemia, tendo em vista a virtualização das audiências, o meu sistema se adequa ao do Poder Judiciário. Trabalho horário integral, sem pausa. Mas considero tranquilo, porque já acostumei com a demanda.

JORNAL DA ASSPROM: Quais são seus planos pessoal e profissional?

Elmir Lacerda: Hoje, posso dizer que meus planos já estão concretizados. Aposentado pela Polícia Civil e advogando, só posso pedir a Deus, agora, saúde para cuidar da família.

JORNAL DA ASSPROM: Diante de toda a sua trajetória, o que de mais importante o senhor aprendeu na Assprom?

Elmir Lacerda: A Assprom foi primordial para o sucesso da minha carreira. Aprendi a conviver com vários profissionais e desenvolver minhas atividades com responsabilidade. Na Assprom, aprendi a respeitar horários e ter disciplina no trato com as pessoas. Vejo que, o adolescente quando chega à Assprom é como um cristal bruto. No decorrer do programa, o jovem é polido e, ao final, já sai preparado para o mercado de trabalho. Existem hoje, inúmeras pessoas de sucesso que iniciaram suas atividades na Assprom e, como não poderia ser diferente, me considero uma delas.

JORNAL DA ASSPROM: O que o senhor acha das ações de inclusão social da Assprom?

Elmir Lacerda: É um trabalho incomparável. Principalmente nos dias atuais, em que os jovens estão sem perspectivas no mercado de trabalho. A Assprom deveria se expandir, cada vez mais, para outras cidades brasileiras e oportunizar a inclusão social a milhares de jovens por meio do primeiro emprego.

JORNAL DA ASSPROM: Em sua opinião, qual o principal desafio para quem está se preparando para entrar no mundo do trabalho? 

Elmir Lacerda: O maior desafio, atualmente, para quem deseja ingressar no mercado de trabalho é a oportunidade de mostrar que é capaz. A Assprom faz muito bem este trabalho ao preparar o adolescente para desafios que nem mesmo ele sabe. Quando ingressei na Assprom, fui entregar jornais pela Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, nem conhecia as ruas e avenidas de Belo Horizonte, e os desafios fizeram com que eu, em pouco tempo, circulasse por Belo Horizonte inteira, em Bancos efetuando pagamentos, entregando jornais. Hoje digo que a melhor experiência que a vida pôde ter me oferecido foi ter ingressado na Assprom.

JORNAL DA ASSPROM: O que diria para jovens que querem seguir uma carreira como a sua?

ELMIR LACERDA: Ingressar tanto na carreira Policial, como na Advocacia tem que gostar. Advocacia é muito estudo, muita leitura. Processos com grandes números de folhas. Todo processo judicial existe uma história contada, por isso tem que debruçar-se sobre ele e viajar na história ali contada. Devemos entrar na história e, muitas vezes, fazer o papel do personagem que você está cuidando da defesa. É mais ou menos assim.

Já a carreira policial é extremamente perigosa, estresse diário. Combater a criminalidade não é fácil. É o lema “servir e proteger”. Muitas vezes, temos que abrir mão da convivência com a família, para se dedicar à proteção da sociedade. Viagens cansativas, noites em claro, plantões que nunca param. O funcionamento de uma Unidade Policial é 24 horas. Compara-se o Plantão de uma Unidade Policial, como Plantão de um Pronto Socorro. Nunca para.

JORNAL DA ASSPROM: Para finalizar, que mensagem o senhor deixa para a Assprom?

Elmir Lacerda: Se eu não tivesse ingressado nesta conceituada e respeitada entidade, o meu caminho, com certeza, teria sido mais difícil. Não trilhei os caminhos com facilidade, mas, com certeza, seriam mais difíceis de chegar aonde cheguei.

Tenho somente a agradecer aos funcionários da Assprom que me acolheram, em 1978, e aos que ainda permanecem realizando esse trabalho maravilhoso de resgatar adolescentes e ingressá-los no mercado de trabalho, oferecendo-lhes formação profissional, digna.

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Nayara Silvestre fala, com orgulho, da sua experiência na Assprom como aprendiza https://assprom.agenciacolors.tech/nayara-silvestre-fala-com-orgulho-da-sua-experiencia-na-assprom-como-aprendiza/ https://assprom.agenciacolors.tech/nayara-silvestre-fala-com-orgulho-da-sua-experiencia-na-assprom-como-aprendiza/#respond Mon, 22 Aug 2022 12:30:45 +0000 https://assprom.agenciacolors.tech/?p=1209 NAYARA LÍDIA SILVESTRE DOS SANTOS, 30 anos, arquiteta, conta sobre o início de sua carreira profissional na Assprom e sua mudança para a Irlanda

JORNAL DA ASSPROM: Ao ingressar na Assprom você atuou como aprendiza na biblioteca do Colégio Pitágoras/Cidade Jardim. Como foi essa experiência?

Nayara Silvestre: Nunca vou me esquecer da emoção que senti ao ser chamada para participar do Programa de Aprendizagem. No Colégio Pitágoras, tive uma ótima experiência. Eu amava trabalhar naquele lugar e vivia entre dois mundos porque eu trabalhava num colégio privado pela manhã e estudava à noite numa escola pública onde eu nem tinha acesso à biblioteca. Foi como se um novo mundo se abrisse pra mim.

JORNAL DA ASSPROM: O que você acha do trabalho de inclusão social da Assprom?

Nayara Silvestre: A gente sabe como o jovem em situação de pobreza é tratado no Brasil. Temos poucas possibilidades ou às vezes nenhuma. No meu caso muita gente apostava que eu não teria nada na vida. Meus pais não concluíram nem o ensino fundamental. Éramos pobres mesmo. A política de inserção da Assprom foi uma rota de fuga. Eu tinha trabalho, cursos, assistência e outros benefícios também. Ganhávamos produtos de higiene pessoal, isso incluindo até o absorvente, meias, escovas; além de material escolar e sexta básica no Natal.  Esse suporte foi essencial para a nossa trajetória de sucesso.

JORNAL DA ASSPROM: O que fez após o seu desligamento?

Nayara Silvestre: Consegui outro estágio através do Projeto Novo Emprego da Assprom. Depois de um tempo fui contratada por essa mesma empresa onde trabalhei por mais de três anos. Também cursei arquitetura e Urbanismo no Centro Universitário Uni-BH e mudei para a Irlanda. Atualmente trabalho num escritório de arquitetura aqui em Limerick/Irlanda. Estou feliz também porque meu título de arquiteta foi reconhecido e agora possuo atuar em minha área.

JORNAL DA ASSPROM: Porque você optou pelo curso de Arquitetura e Urbanismo?

Nayara Silvestre: Meu pai plantou esta semente no meu coração. Ele disse que era a profissão de Deus, o grande arquiteto do universo. Carrego este sonho em mim desde criança. Realizá-lo foi uma das maiores conquistas da minha vida.

JORNAL DA ASSPROM: Que dica você dá para os jovens que querem ter uma trajetória como a sua?

Nayara Silvestre: Sabe aquela velha citação que “conhecimento é o único bem que ninguém pode te tirar”? Acreditem! Adquiram conhecimento. Lutem por uma educação digna e por um Brasil mais inclusivo. Tenha consciência social. Estudem a nossa história. Nunca parem de aprender. Aprendam a lidar com dinheiro. Educação financeira também é muito importante! Sonhem sem medo. Os sonhos são combustíveis para seguir em frente. Sejam cool e divirtam-se. Ser jovem é massa!

JORNAL DA ASSPROM: Você pretende continuar morando aí ou pretende voltar ao Brasil?

Nayara Silvestre: Meu plano é ficar enquanto tiver trabalho. Com o dinheiro que ganho aqui posso ajudar minha familia no Brasil. Além da experiência de trabalhar no exterior. É uma realidade bem diferente. Sinto falta da nossa gente, da nosssa cultura da nossa comida. Mas eu vim para abrir caminhos. É tempo de expandir os horizontes e construir novas pontes. Meus pais nunca viajaram de avião, talvez ficar por aqui seja um incentivo bom pra eles criarem coragem.

JORNAL DA ASSPROM: Você pretendia tentar um mestrado. Ainda tem essa expectativa? Fale o que mudou.

Nayara Silvestre: Eu não pretendo parar de estudar. Mas no momento estou estudando outras estratégias. O meu título de arquiteta foi reconhecido aqui na Irlanda. E agora preciso voltar pra Universidade para fazer um curso de práticas profissionais que é exigido para todos os arquitetos registrados no conselho de arquitetura do país. Este e meu plano agora. O mestrado será talvez o próximo passo.

JORNAL DA ASSPROM: Quais são seus planos pessoal e profissional?

Nayara Silvestre: Pessoal? Hum, eu quero conhecer o mundo. Viajar e conhecer novas culturas. Profissional, no momento eu quero melhorar o meu inglês para entender todos os meus colegas de trabalho (risos) e tambem para conseguir uma boa nota no IELTS (The International English Language Testing System). É necessário provar proficiência em inglês para aplicar para bolsas de mestrado. Tenho certeza de que isto me abrirá outras portas.

JORNAL DA ASSPROM: Que mensagem você gostaria de deixar para a Assprom?

Nayara Silvestre: Eu sou da geração que cantava com Charlie Brown Jr e Negra Li que o jovem no Brasil nunca é levado a sério. Isso é tão real. A gente tem muita vontade e pouco incentivo. O trabalho de inserção da Assprom é essencial para que muitos jovens continuem vivos. É esperança num Brasil incerto. Deixo aqui meu singelo agradecimento para esta instituição que me deu uma base para eu construir minha história. Que vocês continuem fazendo este trabalho lindo. É preciso ter fé na juventude.

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